Dor que Queima ou Pinica: Causas Neurológicas
Postado em: 20/10/2025
Telemedicina com agenda limitada: sábados (horário comercial) durante minha especialização no exterior (Cleveland, EUA).

Você sente uma Dor que Queima ou Pinica, sem causa aparente? Esse tipo de incômodo costuma surgir de forma persistente, atrapalhar o sono, dificultar atividades do dia a dia e, muitas vezes, não melhora com analgésicos comuns.
Essa sensação pode ter origem neurológica e ser um sinal de dor neuropática. Neste artigo, explico as causas, tipos, sintomas e tratamentos mais eficazes para essa condição. Continue a leitura e saiba como buscar alívio com o cuidado certo!
Dor que queima ou pinica: o que pode ser?
Quando a dor é descrita como queimação, formigamento, fisgada, pontada ou choque, é provável que se trate de uma dor neuropática.
Diferente das dores inflamatórias ou musculares, a dor neuropática acontece por um dano ou mau funcionamento no sistema nervoso, que pode envolver nervos periféricos, medula espinhal ou cérebro.
Ela pode ser constante ou intermitente e, muitas vezes, ocorre sem estímulo aparente, ou seja, o local dói mesmo sem pressão ou lesão visível.
O desconforto costuma persistir por semanas ou meses e impacta diretamente a qualidade de vida.
Quais podem ser as causas da dor neuropática?
A dor neuropática pode surgir por diversas razões. Entre as causas mais comuns estão:
- Diabetes (neuropatia diabética) – uma das causas mais frequentes, afeta principalmente os nervos dos pés e das mãos.
- Compressões nervosas – como na hérnia de disco, síndrome do túnel do carpo ou compressões no pescoço.
- Doenças autoimunes, como esclerose múltipla ou lúpus, que afetam a mielina dos nervos.
- Infecções virais, como herpes-zóster (que pode evoluir para neuralgia pós-herpética).
- Acidente Vascular Cerebral (AVC) – pode deixar sequelas com dor central persistente.
- Traumas ou cirurgias – que lesionam nervos ou raízes nervosas.
- Doenças neurológicas degenerativas, como doença de Parkinson ou neuropatia periférica idiopática.
- Uso de alguns medicamentos – como quimioterápicos, antivirais ou antirretrovirais.
Cada caso deve ser avaliado com cuidado, pois o diagnóstico correto é essencial para definir o tratamento adequado.
Estou em período de especialização no exterior (Cleveland, EUA) e mantenho consultas online aos sábados para quadros que se beneficiam do cuidado à distância (Parkinson, Demências/Alzheimer, Enxaqueca e Epilepsia).
Quais os tipos de dor neuropática?
A dor neuropática pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da origem e localização do nervo afetado. Entre os principais tipos, destacam-se:
- Neuropatia periférica – afeta nervos dos braços, pernas, mãos e pés. É comum em pessoas com diabetes.
- Neuralgia pós-herpética – ocorre após crise de herpes-zóster e pode durar meses ou anos.
- Ciatalgia (dor no nervo ciático) – dor que se irradia da região lombar para a perna.
- Neuropatia do trigêmeo – dor facial intensa, em choques ou pontadas.
- Dor central – após lesões na medula espinhal ou no cérebro, como em AVCs.
Muitos pacientes convivem com sintomas por anos, acreditando que não há solução. Mas com avaliação neurológica, é possível controlar ou aliviar significativamente a dor.
Quais os sinais e sintomas comuns de dor neuropática?
Além da ”Dor que Queima ou Pinica”, outros sintomas podem indicar uma dor de origem neurológica:
- Formigamento ou dormência constante;
- Hipersensibilidade: dor ao toque leve ou ao frio;
- Sensação de agulhadas, pontadas ou fisgadas;
- Perda de sensibilidade em algumas regiões;
- Fraqueza muscular leve associada;
- Piora à noite ou com repouso;
- Desconforto mesmo sem estímulo externo.
Essas manifestações muitas vezes dificultam o diagnóstico, pois não aparecem em exames de imagem ou sangue. É o neurologista o responsável por fazer a correlação clínica correta.
Como tratar a dor neuropática?
O tratamento da dor neuropática exige abordagem multidisciplinar e individualizada. Os principais recursos incluem:
- Medicações específicas, como antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes (gabapentina, pregabalina), analgésicos neuromoduladores e, em alguns casos, opioides.
- Terapias físicas: fisioterapia especializada, eletroestimulação, acupuntura ou reabilitação funcional.
- Bloqueios nervosos ou infiltrações: indicados em casos resistentes ao tratamento oral.
- Tratamento da causa base: como controle glicêmico no diabetes ou tratamento da esclerose múltipla.
- Estímulo ao sistema nervoso com exercícios cognitivos e terapias complementares.
O neurologista deve avaliar cuidadosamente cada paciente, levando em conta histórico, exames e sintomas para montar um plano terapêutico eficaz e seguro.
Perguntas frequentes
1. O que é dor neuropática?
É a dor causada por lesão ou disfunção do sistema nervoso, com sensações como queimação, choques ou formigamento.
2. Como saber se tenho dor neuropática?
O diagnóstico é clínico e deve ser feito por um neurologista com base nos sintomas e exames.
3. Dor neuropática é perigosa?
Não é fatal, mas pode impactar gravemente a qualidade de vida e saúde mental se não tratada.
4. Existe tratamento natural?
Há terapias complementares que ajudam, mas devem ser orientadas por um médico.
5. A dor neuropática pode afetar o sono?
Sim. É comum que a dor neuropática piore à noite e atrapalhe o descanso.
6. Pode acontecer em jovens?
Sim, especialmente em casos de doenças autoimunes, traumas ou infecções virais.
7. O que piora a dor neuropática?
Estresse, sono irregular, sedentarismo e má alimentação podem piorar o quadro.
8. Quando procurar um neurologista?
Ao sentir dor persistente em queimação, choques ou formigamento sem causa evidente, é essencial buscar avaliação neurológica.
Sofrendo com dor que queima ou pinica? Não ignore esses sinais. Agende uma avaliação!
Seu alívio começa com o diagnóstico certo. Entre em contato e escolha o seu horário!
Telemedicina aos sábados (horário comercial), com agenda limitada durante minha especialização no exterior (Cleveland, EUA).
Atendo online: Parkinson, Demências (ex.: Alzheimer), Cefaleias/Enxaqueca e Epilepsia.
Quando o exame físico é essencial, articulo avaliação presencial com colega de confiança no Brasil e sigo o cuidado online quando indicado.
Dr. Thiago Trajano
Neurologista
CRM: 219391/SP
RQE: 136520