O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) pode afetar crianças, adolescentes e adultos, com impacto em concentração, organização e impulsividade. Reconhecer os sinais e buscar avaliação especializada ajuda a reduzir prejuízos no estudo, trabalho e relações.
Durante meu período de especialização no exterior (Cleveland, EUA), atendo exclusivamente por Telemedicina, aos sábados (horário comercial), com vagas limitadas para garantir tempo e foco em cada caso.
O que é TDAH?
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que altera o funcionamento das áreas cerebrais responsáveis pela atenção, pelo controle dos impulsos e pela regulação da atividade motora. Ele não está ligado a uma falha de esforço ou disciplina, mas sim a diferenças biológicas no cérebro.
Um transtorno com base neurológica
Estudos demonstram que o TDAH está associado a alterações nos neurotransmissores, especialmente a dopamina e a noradrenalina, que regulam funções executivas como foco, memória de trabalho e autocontrole. Essas diferenças justificam os comportamentos típicos do transtorno, que não se resumem apenas à “agitação” ou “desatenção”.
Pode afetar crianças, adolescentes e adultos
Embora os sintomas comecem na infância, muitas pessoas continuam apresentando sinais na vida adulta. O diagnóstico em adultos ainda é subestimado, o que pode atrasar o tratamento e gerar consequências em áreas como trabalho, estudos e relações pessoais.
Três apresentações principais do TDAH
O transtorno pode se apresentar de três formas: predominantemente desatento, predominantemente hiperativo/impulsivo ou combinado. Cada pessoa manifesta o TDAH de um jeito, o que exige uma avaliação cuidadosa e individualizada por um neurologista ou outro profissional especializado.
Principais sintomas do TDAH
Os sintomas do TDAH variam conforme a faixa etária, o contexto e a intensidade, mas costumam impactar a rotina, os relacionamentos e a autoestima. Quando persistem e causam prejuízos significativos, é importante buscar uma avaliação.
Desatenção persistente
Dificuldade para manter o foco em tarefas, esquecer compromissos, perder objetos com frequência, não conseguir seguir instruções completas ou se distrair facilmente são características do subtipo desatento.
Hiperatividade e impulsividade
A inquietação constante, dificuldade para ficar parado, falar excessivamente, interromper conversas ou agir sem pensar são comportamentos que marcam o subtipo hiperativo-impulsivo.
Impactos no desempenho escolar, profissional e social
O TDAH pode prejudicar o rendimento escolar desde cedo e dificultar o desempenho no trabalho ou em atividades cotidianas. Também pode afetar relações interpessoais, gerar frustrações e contribuir para quadros de ansiedade e depressão.
Causas e fatores de risco
O TDAH é multifatorial. Não existe uma única causa definida, mas sim um conjunto de fatores que contribuem para o seu desenvolvimento. Conhecer essas influências ajuda a desmistificar o transtorno e buscar apoio adequado.
Fatores genéticos
A genética desempenha papel importante no TDAH. Estudos mostram que pessoas com histórico familiar do transtorno têm maior chance de apresentá-lo. Isso não significa que a condição será herdada, mas que existe uma predisposição.
Alterações neurobiológicas
A estrutura e o funcionamento cerebral de quem tem TDAH apresentam diferenças em áreas ligadas ao controle de atenção, impulsividade e planejamento. Essas alterações afetam a forma como o cérebro processa informações e responde a estímulos.
Ambiente e desenvolvimento
Exposição a fatores ambientais durante a gestação (como tabagismo materno, baixo peso ao nascer ou infecções) e adversidades na infância também podem influenciar o surgimento ou a intensificação dos sintomas do TDAH.
Quando procurar um neurologista
Muitas vezes, os sinais do TDAH são interpretados como “preguiça”, “desorganização” ou “rebeldia”. Esse olhar equivocado pode atrasar o diagnóstico e gerar sofrimento desnecessário. A avaliação de um neurologista ajuda a diferenciar o transtorno de outras condições e orientar o melhor caminho.
Sintomas que afetam a qualidade de vida
Se a desatenção, a impulsividade ou a inquietação comprometem a rotina e os relacionamentos, é hora de investigar. Isso vale tanto para crianças que enfrentam dificuldades na escola quanto para adultos que lidam com desafios no trabalho ou nas interações sociais.
Dúvidas sobre desenvolvimento neuropsicomotor
Nos casos pediátricos, a consulta com um neurologista é indicada quando há atrasos no desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem ou problemas de comportamento que vão além do esperado para a idade.
Comorbidades associadas
O TDAH pode coexistir com outras condições, como transtornos de ansiedade, depressão, distúrbios do sono e dislexia. Identificar e tratar essas comorbidades é fundamental para um acompanhamento eficaz.
Diagnóstico e exames
O diagnóstico do TDAH é clínico e envolve uma abordagem cuidadosa e criteriosa. Não existe um exame único que comprove o transtorno, mas sim uma avaliação completa que leva em conta a história do paciente e o contexto em que os sintomas se manifestam.
Entrevistas clínicas e escalas de avaliação
Utilizo questionários, entrevistas com pais, professores ou o próprio paciente (no caso de adultos), além de escalas padronizadas para avaliar a presença e a frequência dos sintomas.
Exclusão de outras causas
Antes de confirmar o diagnóstico de TDAH, é preciso investigar e descartar outras possíveis causas dos sintomas, como distúrbios emocionais, alterações hormonais, problemas de visão, audição ou quadros neurológicos específicos.
Tratamentos disponíveis
O tratamento do TDAH é sempre individualizado e deve considerar a faixa etária, a intensidade dos sintomas e as necessidades do paciente. A combinação entre acompanhamento médico, estratégias comportamentais e, quando necessário, o uso de medicamentos, costuma trazer bons resultados.
Medicamentos estimulantes e não estimulantes
Medicamentos como metilfenidato e lisdexanfetamina são amplamente utilizados no tratamento do TDAH. Eles ajudam a melhorar a atenção, o controle dos impulsos e a organização mental. Em alguns casos, podem ser indicados medicamentos não estimulantes.
Psicoterapia e intervenções comportamentais
Terapias cognitivo-comportamentais são muito eficazes no manejo do TDAH, especialmente em adultos. Já em crianças, programas de orientação para pais e adaptações escolares são fundamentais.
Suporte educacional e estratégias de rotina
A criação de ambientes estruturados, o uso de agendas, lembretes visuais e a divisão das tarefas em etapas ajudam bastante na organização e no desempenho diário de quem convive com o TDAH.
Atendimento com o Dr. Thiago Trajano
Sou neurologista e, a partir de março/2026, estarei em especialização no exterior (Cleveland, EUA). Nesse período, atendo exclusivamente por Telemedicina, com agenda aos sábados (horário comercial) e vagas limitadas.
No cuidado do TDAH (crianças e adultos), meu foco é clareza diagnóstica, estratégias práticas de rotina e tratamento responsável, sempre com coordenação presencial quando necessário.
Perguntas frequentes sobre TDAH
Não existe cura, mas com tratamento adequado é possível controlar os sintomas e melhorar muito a qualidade de vida.
Nem sempre. A indicação depende da gravidade dos sintomas. Em alguns casos, o tratamento pode ser feito com orientação comportamental e acompanhamento escolar.
Os sintomas podem mudar ao longo da vida, mas em muitos casos persistem na idade adulta. O tratamento contínuo pode ajudar na adaptação.
Sim. Com estratégias de rotina e tratamento, muitas pessoas com TDAH conseguem desenvolver habilidades para lidar com suas dificuldades.