Como a Dopamina Afeta o Cérebro no Parkinson

Postado em: 06/08/2025

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A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica que impacta a capacidade do cérebro de controlar os movimentos. Um dos principais fatores por trás desse problema é a redução da produção de uma substância que atua no funcionamento do sistema nervoso: a dopamina. 

Entender como a dopamina age no cérebro e seu papel na doença de Parkinson é essencial para reconhecer a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado.

Hoje vou te explicar o que é a dopamina e o que acontece com ela em pessoas com Parkinson!

O que é dopamina e qual seu papel no cérebro?

A dopamina é um neurotransmissor, ou seja, uma substância química responsável por transmitir mensagens entre os neurônios. Ela atua em diversas funções do organismo, como:

  • Controle dos movimentos voluntários;
  • Regulação do humor e emoções;
  • Mecanismos de prazer e recompensa;
  • Atenção e foco cognitivo.

No cérebro, a dopamina é produzida por células nervosas localizadas em uma área chamada substância negra, que faz parte do sistema nervoso central e está ligada ao controle da coordenação motora.

Como a dopamina se relaciona com a doença de Parkinson?

No Parkinson, ocorre uma degeneração progressiva dos neurônios produtores de dopamina na substância negra. Sem essa substância em níveis adequados, as informações entre o cérebro e os músculos não fluem como deveriam. 

Isso gera os sintomas clássicos da doença, como:

  • Tremores em repouso;
  • Lentidão dos movimentos (bradicinesia);
  • Rigidez muscular;
  • Alterações na postura e no equilíbrio.

Esses sinais aparecem porque a falta de dopamina impede que o cérebro controle adequadamente os comandos motores. Por isso, atividades como caminhar, escrever ou levantar da cadeira, tornam-se mais difíceis com o avanço da doença.

É válido lembrar que nem todos os pacientes com Parkinson terão todos esses sintomas e a doença também pode ter efeitos não motores, como veremos a seguir.

Estou em período de especialização no exterior (Cleveland, EUA) e mantenho consultas online aos sábados para quadros que se beneficiam do cuidado à distância (Parkinson, Demências/Alzheimer, Enxaqueca e Epilepsia).

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Existe relação entre a dopamina e os sintomas não motores do Parkinson?

Além dos sintomas motores, a redução da dopamina também está associada a outras manifestações frequentes da doença, como:

  • Alterações de humor, podendo incluir depressão e ansiedade
  • Distúrbios do sono;
  • Fadiga constante;
  • Dificuldades cognitivas, como perda de memória e raciocínio mais lento;
  • Alterações fisiológicas, podendo incluir redução ou perda olfativa, alterações intestinais, disfunção erétil, entre outras.

Isso ocorre porque a dopamina também participa de outras áreas cerebrais ligadas ao comportamento, motivação e cognição, e não apenas aos movimentos.

Como o tratamento do Parkinson busca repor a dopamina?

Embora ainda não exista cura para o Parkinson, os tratamentos atuais têm como objetivo restabelecer o equilíbrio da dopamina no cérebro. Por isso, a maior parte das medicações atua de duas formas principais:

  1. Reposição direta da dopamina com medicamentos como a levodopa, que é convertida em dopamina dentro do cérebro.
  2. Estimulação dos receptores de dopamina por meio de medicamentos que imitam sua ação.

Essas terapias ajudam a reduzir os sintomas motores e a melhorar a qualidade de vida. 

Também é interessante associar o tratamento a outros recursos, como fisioterapia, fonoaudiologia e, em situações específicas, a cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS) ou o uso do Ultrassom de Alta Intensidade (HIFU).

Por que o acompanhamento neurológico é essencial?

O tratamento da doença de Parkinson deve ser personalizado, pois a evolução da doença e a resposta aos medicamentos variam muito entre as pessoas. 

Um acompanhamento regular com neurologista é indispensável para:

  • Ajustar as doses dos medicamentos conforme a necessidade;
  • Identificar precocemente novas queixas ou sintomas associados;
  • Indicar terapias complementares que auxiliem no controle da doença

Se você ou alguém próximo foi diagnosticado com Parkinson, conte com um acompanhamento especializado e humanizado!

Agende sua consulta para que possamos conversar! Cuide da sua saúde neurológica com quem entende a importância de um tratamento completo e individualizado.

Thiago Trajano – Neurologista 

CRM 219391 SP | RQE 136520

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Atendo online: Parkinson, Demências (ex.: Alzheimer), Cefaleias/Enxaqueca e Epilepsia.

Quando o exame físico é essencial, articulo avaliação presencial com colega de confiança no Brasil e sigo o cuidado online quando indicado.

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Dr. Thiago Trajano
Neurologista
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